PPS de Londrina é contra chapa de pai e filho em Ivaiporã
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
A executiva regional do PPS de Londrina cobrou do diretório estadual do partido intervenção na comissão provisória de Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana). A justificativa é de que o apoio à chapa do candidato e ex-prefeito Pedro Papin, da coligação ''Por uma Ivaiporã melhor'' (PSDB/DEM/PPS/PDT) fere os princípios ''morais e éticos'' da sigla. A chapa traz Alex Papin (DEM) - filho de Pedro Papin - como candidato a vice-prefeito.
''Não é possível nem coerente que o PPS feche os olhos e participe de tal coligação. Somos um partido decente que está brigando contra o nepotismo (emprego de parentes) no governo Roberto Requião'', alega a representação assinada pelo coordenador regional do PPS de Londrina. Além disso, o documento apresenta cópias de reportagens sobre denúncias de irregularidades que teriam ocorrido no mandato de Papin como prefeito. A poucos meses do final de sua gestão (2001/2004), ele renunciou ao cargo após ser acusado de irregularidades por uma comissão de investigação da Câmara.
O presidente do diretório estadual do PPS, Rubens Bueno, falou ontem por telefone com a FOLHA. Ele disse que estava em São Paulo tratando de problemas médicos e ainda não tomara conhecimento da representação. ''Mas ela será devidamente analisada.'' No entanto, Bueno comentou que nepotismo, em sua opinião, ocorre na nomeação de parentes - e não durante a eleição.
A possibilidade de racha na coligação não é a única fonte de dor de cabeça de Papin - no último dia 5 ele foi alvo de pedido de impugnação por parte da promotoria eleitoral. Segundo o promotor, Cléverson Tozatte, Papin responde a três ações criminais e dez ações civis públicas. A decisão da justiça eleitoral de Ivaiporã deve sair na semana que vem.
Pedro Papin não foi localizado ontem pela reportagem. Em entrevista no último dia 8, ele disse que as críticas à sua chapa são fruto de disputa política.


