Curitiba- O presidente do PPS, Rubens Bueno, anunciou ontem o apoio do partido à candidatura de Roberto Requião (PMDB) ao governo do Estado. A decisão do diretório estadual do partido, na noite de quinta-feira, acompanha a orientação da executiva nacional do PPS em apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente.
A aliança foi formalizada na presença de Roberto Requião, que horas antes esteve em Maringá conversando com o prefeito José Cláudio (PT) e prefeitos daquela região. Em Curitiba estiveram presentes várias lideranças do Partido dos Trabalhadores. Requião disse que o acordo não prevê barganha de cargos, mas que vai querer a participação do PPS e do PT nos quadros de seu governo, caso seja eleito no dia 27 de outubro.
Bueno apresentou um documento aprovado pela executiva estadual do PPS dando cinco sugestões ao programa de governo de Requião. O primeiro item propõe criação de políticas públicas de educação, saúde e nutrição destinadas às crianças de zero a seis anos de idade.
A geração de emprego, através do apoio técnico e de crédito aos pequenos e médios produtores rurais e micro e pequenos empresários, o restabelecimento da Lei Rubens Bueno, que instituiu em 1984 as eleições diretas para diretores escolares e o saneamento financeiro do Estado seis meses depois da posse foram outros pontos sugeridos.
O quinto item do documento se refere ao compromisso de fazer uma campanha limpa no segundo turno, fundamentada em propostas, mas sem abrir mão do direito de expôr ao eleitorado ''as notórias contradições da coligação adversária''. Requião disse concordar plenamente com as propostas e acrescentou algumas promessas de campanha como recriar a Ouvidoria do Estado, fornecendo on line informações sobre licitações e contas do Estado.
''No meu governo, nenhum deputado terá que aprovar requerimento pedindo informações. Vou estabelecer por decreto um prazo de 10 ou 15 dias para que as informações sejam fornecidas. Se um membro do governo não fornecer as informações, será excluído por demissão'', disse Requião.

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