O vice-presidente nacional do PPS e ex-ministro Ciro Gomes está aproveitando sua peregrinação aos municípios para prestar solidariedade ao Judiciário, alvo de uma CPI no Senado. ‘‘O objetivo é denunciar essa impostura de tentar desmoralizar o Judiciário. É claro que existem defeitos graves, mas não se pode fazer deles um circo’’, criticou, afirmando que o caminho para resolver os problemas do Judiciário não é a CPI e sim a reforma, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Ontem, ele visitou o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Sydney Zappa, em Curitiba, e o diretor do Fórum de Londrina, Dimas Ortêncio de Mello. Em Londrina, Ciro Gomes foi recebido por juízes e promotores.
‘‘Tudo que o Brasil não precisa é desmoralizar o Judiciário. Dos poderes constituídos, ele ainda é a instituição mais confiável’’, acredita o ex-ministro. Na opinião dele, um dos fatores responsáveis pela lentidão da Justiça é a sobrecarga de trabalho para os magistrados. ‘‘Enquanto em países sérios a proporção é um juiz para cada grupo de 4 a 5 mil habitantes, aqui é um juiz para 17 mil pessoas’’, comparou.
Ele sustenta ainda que um juiz de ‘‘países sérios’’ julga 120 processos por ano, enquanto no Brasil, o volume chega a 400 processos/dia. ‘‘Existem 50 mil processos remanescentes’’, garantiu. Ciro Gomes diz que a lentidão da Justiça também é reflexo da lei processual antiga e do excesso de processos nos tribunais, dos quais 2/3 dos recursos foram impretrados pelo governo. (P.Z)

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