PPS articula para garantir cassação de ACM e Arruda
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quarta-feira, 09 de maio de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
O PPS, partido do ex-ministro Ciro Gomes e virtual candidato à Presidência da República, prepara uma ofensiva em caso de os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF) saírem ilesos do processo que investiga a violação do painel eletrônico e quebra de decoro parlamentar. O senador Roberto Freire (PPS-PE) quer evitar que eles escapem da punição e está empenhando em abrir processo de cassação por meio de uma representação encaminhada em nome do partido à Mesa Diretora do Senado. É uma precaução para evitar surpresas, disse o senador pernambucano.
Coincidência ou não, o relator do processo no Conselho de Ética, senador Roberto Saturnino Braga (PSB-RJ), avisou ontem que o documento, que será apresentado na próxima semana, vai conter a sugestão de pena a ser aplicada contra ACM e Arruda. Vou manter a indicação de qual a solução, afirmou ele. Quem quiser que questione. A resposta é uma reação às informações que geraram polêmica de que ele não faria recomendações no seu relatório para evitar interpretações de que estava pré-julgando, possibilitando argumentos para a defesa dos dois senadores acusados.
Apesar da pressão da oposição e da firmeza do relator, a avaliação de parlamentares experientes é que o clima pró-cassação está esfriando. As causas apontadas são as articulações para criação da CPI da Corrupção e a demissão do ex-ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional. Saindo dessa fase aguda, os senadores poderão ter mais tempo e refletir melhor, fora do ambiente de pressão, comentou Paulo Souto (PFL-BA), um dos principais integrantes da tropa de choque de ACM.


