PPB vai propor CPI da Telefonia em Brasília
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quarta-feira, 10 de outubro de 2001
Maria Duarte<br> De Curitiba 
O presidente da CPI da Telefonia -cancelada pelo Tribunal de Justiça pela segunda vez em menos de quatro meses-, deputado Tony Garcia (PPB), anunciou ontem que o partido não vai deixar as investigações morrerem. A CPI investigava denúncias de cobranças indevidas por parte das operadoras e de escutas telefônicas ilegais que teriam sido feitas pelo Banco HSBC no Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana.
Segundo Garcia, a bancada federal do partido -que tem quase 60 parlamentares- vai coletar assinaturas para propor uma CPI da Telefonia na Câmara Federal. ''O raio de investigação será ampliado, mas a Telepar Brasil Telecom continuará como um dos principais focos das apurações'', disse o deputado. ''Vamos municiar Brasília com tudo o que já apuramos nas duas versões da comissão'', emendou. A versão original da Comissão Parlamentar de Inquérito investigava denúncias de grampos no Palácio Iguaçu - que nega a existência de escutas clandestinas. A segunda CPI se concentrou nas irregularidades das operadoras e grampos do HSBC. A primeira foi cancelada por 90 dias no dia 18 de junho. A outra, no dia 1º de outubro. Para suspender os trabalhos dos deputados, os desembargadores alegaram que as comissões desviaram o objeto de investigações.
Garcia considerou uma intromissão do Judiciário no Legislativo e prometeu que não vai deixar os trabalhos realizados até agora sem resultado. ''Somente no Paraná os usuários deveriam receber cerca de R$ 20 milhões por cobranças indevidas. Imaginem o total no País'', apontou Garcia.


