Arquivo FolhaPegando caronaBarros: ‘‘Há muito tempo desejo ser candidato, e agora o quadro melhora com o lançamento de Maluf em SP’’O deputado federal e ex-prefeito de Maringá Ricardo Barros (PPB), 37 anos, será lançado candidato ao governo do Estado no próximo dia 17, durante o programa eleitoral de seu partido. Segundo o deputado, a definição pela candidatura própria foi acelerada com o resultado da conversa entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador de São Paulo Paulo Maluf, que definiu ‘‘neutralidade’’ de FHC nos estados onde os candidatos a governador, adversários locais, farão campanha pela reeleição do presidente. O caso do Paraná foi citado ontem na conversa entre FHC e Maluf.
Ricardo Barros disse que sempre defendeu a tese de candidatura própria. ‘‘Há muito tempo trabalho para ser candidato, e agora o quadro melhora com o lançamento do Maluf ao governo de São Paulo, ele que lidera as pesquisas. O Amim (Esperidião, senador) também lidera as pesquisas em Santa Catarina. Somos vizinhos de dois cavalos ganhadores e isso pode criar um fator de empolgação’’, acredita.
Pesquisas Barros diz não estar desanimado diante do resultado de pesquisas que lhe conferem de 0,8 a 2,4% (este último número divulgado domingo pela Folha). ‘‘Sei das minhas limitações, mas tenho a marca do realizador. Não temos empolgação, mas também não temos medo de briga’’, garante. Ricardo Barros acredita ter ‘‘espaço para correr’’. ‘‘Temos três ex-governadores no páreo e existe um desejo de renovação’’, acredita.
Ele ressalta que, mesmo com o pré-lançamento de sua candidatura, o PPB continua votando com o governo do Estado. ‘‘Nós sabemos da necessidade de governabilidade em favor do Paranᒒ, discursa. O presidente estadual do PPB confirma. ‘‘Com relação ao Lerner, não há problema. O partido continua dando apoio administrativo ao governo’’, diz Janene.
Ressentimento Desde o final do mês passado, Janene decidiu desconsiderar o líder do governo na Assembléia, deputado Valdir Rossoni (PTB), depois que este fez declarações tidas como ofensivas ao partido. Rossoni disse que a presença ou não do partido na aliança em torno da reeleição do governador Jaime Lerner (PFL) não fazia diferença alguma.

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