NOVA POLÊMICA
PPB quer atrair PFL em Maringá
Arquivo FolhaPressãoBarros: ‘‘O PFL precisa conter ímpeto de candidaturas próprias’’Arquivo FolhaPrecauçãoLupion: ‘‘Não há chance. O Ricardo é persona non grata entre nós’’A briga pela sucessão do prefeito de Maringá, Jairo Gianoto (PSDB), está provocando fissuras na base política do governador Jaime Lerner. PFL (partido de Lerner) e PPB estão se estranhando no processo de definição das pré-candidaturas. O PPB reclama o apoio pefelista em torno do projeto eleitoral do deputado federal Ricardo Barros. O PFL, o lançamento de candidatura própria e a independência dos pepebistas que apoiaram a reeleição do governador no ano passado.
O comando do PFL se reúne semana que vem em Curitiba para definir posição. O presidente estadual do PFL, ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, já foi incumbido pelo Palácio Iguaçu de encontrar a melhor fórmula, que não resulte no rompimento com o PPB. A bancada federal do PFL manifestou informalmente a sua recusa em emprestar qualquer tipo de apoio ao grupo de Ricardo Barros. ‘‘Não existe nenhuma chance. O Ricardo é persona non grata entre nós’’, declarou Abelardo Lupion (PFL).
A decisão de recusar de antemão qualquer composição com o PPB foi tomada há semanas. O deputado federal Affonso Camargo Neto (PFL) levou o pedido de apoio feito por Ricardo Barros para os parlamentares. Joaquim dos Santos Filho disse que o PFL não tem interesse em coligar com o PPB. Santos Filho conta que Ricardo Barros tentou uma aproximação política, sem êxito, ao tentar filiar a mulher, Cida Borghetti, no partido do governador. ‘‘Já temos alguns nomes para disputar em Maringᒒ, insistiu.
Nos bastidores, dois nomes estão sendo preparados pelo PFL para a sucessão de Jairo Gianoto: Miro Falkenbach e Paulo Magalhães. Falkenbach já foi secretário municipal de Planejamento na gestão de Ricardo Barros como prefeito de Maringá. Ele concorreu a prefeito em 92 pelo PFL. Como candidato de Ricardo Barros, na época ainda filiado ao PFL. Paulo Magalhães é empresário do setor elétrico e responde atualmente pela presidência do diretório municipal do PFL. Para Lupion, tanto um quanto o outro são bons representantes.
Para Ricardo Barros, o impasse entre PFL e PPB é negociável. ‘‘Estou liderando as pesquisas em Maringá. Nenhum partido pode achar que vai lançar candidatos em todas as cidades e que os outros vão ficar satisfeitos apenas apoiando’’, cobrou o pepebista, numa crítica ao ‘‘Programa Paraná 2000’’, iniciativa do PFL de lançar candidatos próprios em todos os 399 municípios. Para Ricardo Barros, o PFL terá de ceder ao PPB em Maringá e Cascavel se quiser apoio pepebista, por exemplo, em Curitiba e Londrina.
Ricardo Barros disse que tem o apoio do PFL municipal, através de contatos feitos com o deputado federal Valdomiro Méger. E que já conversou com João Elísio, que disse concordar que o PFL deve dar a sua contrapartida. A Folha tentou contato com presidente regional do PFL em Curitiba e no Rio de Janeiro, na Federação Nacional das Empresas de Seguro (Fenaseg), que ele dirige. João Elísio acumula o PFL com a Fenaseg. Mas não foi possível. Ele estava em trânsito. ‘‘O PFL precisa conter esse ímpeto de candidaturas próprias. Em política, o apoio tem que ser recíproco’’, alertou Ricardo Barros.
O pepebista tem ainda o apoio de Aníbal Khury (PFL) para seu projeto político. O presidente da Assembléia Legislativa acha justificável o PFL apoiar o PPB em Maringá. Principalmente para que o PFL não fique desguarnecido de apoios na briga pelas prefeituras das principais cidades, no ano que vem. Segundo Aníbal, o ‘‘Programa Paraná 2000’’ - sob pena de não se viabilizar - terá de observar limites para manter a unidade construída pelos aliados na reeleição de Lerner. (L.D.)

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