PPB propõe bloco com o PTB
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segunda-feira, 14 de abril de 1997
Sucursal de Curitiba 
O PTB e o PPB do Paraná podem fundir suas bancadas federal e estadual. A proposta de formação do bloco começou a ser discutida ontem, depois que o presidente da comissão provisória do PPB, ex-ministro Borges da Silveira (foto), convidou o presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PTB), e o secretário da Agricultura, Hermas Brandão, para se filiarem no partido.
Hoje, em Brasília, os deputados federais vão conversar com o presidente nacional do PTB, senador José Eduardo de Andrade Vieira, para saber a sua posição sobre o assunto.
A aparente união de forças não significa que Khury e se grupo já optaram pelo PPB. Continuo simpatizando com o PFL, apesar de achar positiva esta possibilidade de união, afirmou o deputado que, na semana passada, anunciou a sua intenção de deixar o PTB.
A fusão branca já enfrenta algumas resistências por parte dos petebistas. Alguns deles acreditam que o envolvimento do ex-prefeito Paulo Maluf e do prefeito de São Paulo, Celso Pitta, nas denúncias investigadas pela CPI dos Títulos Públicos se tornou um complicador. Não passa de um sonho de verão e nós nunca fomos malufistas, reagiu ontem o líder da bancada do PTB na Assembléia, Luiz Carlos Alborghetti.
As disputas locais também podem interferir no processo de costuras, mas Borges da Silveira diz que isso não será obstáculo. Os dois partidos caminharam juntos na maioria dos grandes municípios, ano passado, exemplifica ele. O presidente do PPB cita os casos de Londrina, Cascavel e Foz, aonde ocorreram apoios mútuos. Borges da Silveira também diz que a CPI já deixou de ser um complicador. A reação de Maluf aos ataques da CPI mudou totalmente o tom das investigações, avalia.
Adesão Os três deputados que compõem a bancada federal do PTB na Câmara aguardam uma decisão de Khury para definirem seus rumos partidários. Ontem, Paulo Cordeiro disse que a pouca representatividade do partido junto ao governo Fernando Henrique e o não repasse de verbas federais para o Estado são motivos suficientes para uma debandada petebista. (L.D.)


