Agência Estado
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Sem demoraPaulo Maluf e Epitácio Cafeteira (ao fundo) na reunião do PPB onde se decidiu pela expulsão de NayaO PPB expulsou ontem do partido o deputado Sérgio Naya (MG). A decisão foi tomada pela unanimidade dos 18 integrantes da Comissão Executiva pepebista presentes à reunião. O presidente do PPB, Paulo Maluf, disse que a expulsão de Naya ocorreu porque o deputado confessou não ter ética política, em fita gravada durante reunião com vereadores de Três Pontas (MG). Sem partido, Naya não pode mais concorrer a novo mandato.
Esta foi a primeira punição ao deputado, que é proprietário da empreiteira Sersan, construtora do Edifício Palace 2, no Rio, implodido no sábado, depois de ruir parcialmente e matar oito pessoas. Na Câmara, a pena para o deputado deverá ser maior: cassação em rito sumário e perda dos direitos políticos por oito anos. É o que determina a lei das inelegibilidades para os que perdem o mandato por falta de decoro parlamentar. O PPB vai exigir de seus deputados o voto favorável à cassação do mandato de Naya.
A expulsão de Sérgio Naya do PPB foi rápida. Antes do início do encontro, que durou uma hora, o ato da exclusão de Naya do partido de Maluf já começava a ser assinado. Só o deputado Benedito Domingos (PPB-DF) reclamou. Ele disse que não concordava com os termos utilizados pelo deputado Jair Bolsonaro (PPB-RJ) na representação que abriu o processo para Naya ser expulso. ‘‘Não podemos aceitar termos como trambiqueiro, falsificador de assinaturas, contrabandista e comprador de votos’’, reclamou Benedito das críticas ao documento de Bolsonaro. O protesto não recebeu apoio e Domingos também votou pela expulsão.
A partir de agora, se Sérgio Naya quiser voltar a pertencer ao PPB, terá sete dias para apresentar a defesa à comissão de ética do partido, além de um recurso ao diretório nacional. Terá chances mínimas. Paulo Maluf afirmou ontem que, neste caso, utilizará sua influência para manter a decisão da executiva nacional. ‘‘Eu tenho influência no diretório, assim como outros que decidiram pela expulsão’’, afirmou o presidente nacional do PPB.
Maluf disse ainda que o fato de maior peso na expulsão de Sérgio Naya foi a fita gravada da reunião com os vereadores de Três Pontas. Nela, Naya disse que falsificara a assinatura do governador de Minas, se apoderara de uma draga de cerca de US$ 1 milhão, teria facilidades para fazer contrabando e ainda poderia pagar uma multidão para aplaudir a festa dos políticos da cidade.

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