Brasília- O PPB (Partido Progressista Brasileiro) ratificou ontem, em convenção, a mudança de nome para PP (Partido Progressista), tirou o ex-governador Paulo Maluf da presidência, elegeu para o cargo o deputado Pedro Corrêa (PE) e promete independência do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
O novo PP espera em breve a adesão de Enéas Carneiro (Prona-SP) e dos cinco deputados federais eleitos com seus mais de 1,5 milhão de votos.''Estamos dispostos a receber os deputados do Prona. Mas não está em discussão no momento dizer que o Enéas será o nosso candidato à Presidência da República. Se ele (Enéas) tem idéia fixa de entrar no partido para ser candidato à presidência ficará difícil'', disse o deputado Francisco Dornelles (RJ).
''Não vamos dar certificado de candidatura à Presidência da República para ninguém. Se alguém quer ser candidato vai ter de conquistar'', argumentou Pedro Corrêa, que espera aumentar a bancada do partido na Câmara dos atuais 48 para 60 deputados até junho.
Cargos - Mesmo se dizendo independente, o PPB deve votar a favor das reformas tributária e da Previdência, que serão encaminhados nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso.
Espera, no entanto, conquistar cargos no segundo e terceiro escalões do governo. ''Não tenho dúvidas de que o partido vai para a base. Essa história de independência é conversa fiada. Mas se vierem cargos também é bom'', afirmou o deputado Severino Cavalcanti (PE).
''Cargos não resolvem. São para os que não têm ideologia; são para os fisiologistas, que são muito poucos, mas lamentavelmente falam demais'', argumentou o deputado Ricardo Barros (PR). Ex-vice-líder na Câmara do governo de Fernando Henrique Cardoso, Barros é um dos poucos opositores dentro do PPB ao Planalto.

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