PPB já perdeu três deputados
Arquivo FolhaJanene: ‘‘É perda considerável’’Nesse troca-troca partidário, o PPB foi um partidos dos que mais perderam deputados na Assembléia desde as eleições do ano passado. Dos oito eleitos, três deixaram a sigla nos últimos meses e o presidente estadual do partido, deputado José Janene, admite mais uma baixa nos próximos dias – a do deputado Thiago Amorin, de Cascavel.
Segundo Janene, Amorin quer se candidatar a prefeito de Cascavel, mas o PPB já tem seu candidato: o atual prefeito Salazar Barreiros, que pretende disputar a reeleição. ‘‘É uma perda considerável (a saída dos deputados), mas temos filiações a fazer’’, diz Janene.
Ele atribui à disputa por espaço a saída de Augustinho Zucchi, Divanir Braz Palma e possivelmente a de Amorin. ‘‘Nesses três casos, eles têm intenção de disputar prefeituras para as quais o partido já se comprometeu com outros candidatos’’, argumentou. ‘‘A única exceção foi o Neivo Beraldin, que estava desgostoso com o partido e comigo’’. Beraldin se filiou ao PSDB.
Segundo Janene, foram eleitos 430 vereadores em 1996. Não há um cálculo atualizado sobre o número atual de filiados, mas Janene não acredita em grandes mudanças. Nas eleições municipais passadas, o PPB elegeu 36 prefeitos e perdeu três. ‘‘Mas vamos compensar com nomes fortes em municípios onde temos vantagem sobre outros partidos’’, citando Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Toledo, Umuarama, Cianorte, Maringá e Guaíra.
No PTB, o presidente estadual Emerson Palmieri disse que o partido está trabalhando como os mineiros: quieto. ‘‘Não estamos fazendo auê, mas estamos atuando’’, garante. Ele disse que o trabalho de conseguir novas lideranças para o partido disputar as eleições do próximo ano está sendo feito principalmente pelos deputados do PTB. ‘‘Não tenho idéia de quanto já conseguimos, mas o partido está com comissões provisórias e diretórios em praticamente todos os municípios’’, afirmou.
Palmieri lembrou que o partido conseguiu eleger mais de 80 prefeitos. O dirigente disse não ter controle de quantos novos entraram e quantos deixaram a sigla com a dança de cadeiras desencadeada recentemente. Mas aposta na continuidade do bom desempenho do PTB. (P.Z.)

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