Para garantir o PPB novamente como aliado político em 98, o governador Jaime Lerner terá de promover sacrifícios em seu partido, o PFL. O presidente estadual do partido, deputado federal José Janene, disse ontem, em Curitiba, que uma das condições para se avançar na dicussão em torno de uma aliança política é a garantia de apoio exclusivo ao PPB na disputa pelo Senado.
‘‘Não abrimos mão do Senado’’, revelou o dirigente. Segundo Janene, Lerner comprometeu-se anteontem, na presença do presidente nacional do partido, Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, a ceder o espaço, que não é a única condição imposta pelo partido. O Palácio Iguaçu não comenta, mas, se a decisão for confirmada pelo governador, abre-se crise entre os aliados no PFL e no PTB.
A vice-governadora Emília Belinati (PTB), o ex-ministro da Previdência Reinhold Stephanes (PFL) e o ex-chefe da Casa Civil Rafael Greca (PFL) continuam firmes na briga pela indicação ao Senado. Stephanes chegou a se desincompatibilizar do Ministério da Previdência para não inviabilizar seus planos políticos. Emília e Greca têm percorrido o interior falando praticamente às mesmas platéias.
O governador não comentou o assunto ontem. Antes de embarcar para a França, onde fica até a próxima quarta-feira, dia 8, limitou-se a dizer que a aliança com o PPB no Estado é ‘‘definitiva’’. ‘‘Fui para uma reunião com o Maluf e ficou acertada a nossa aliança, que é consequência da coligação em São Paulo’’, afirmou. Lerner deu a entender que há uma orientação nacional para que as siglas façam dobradinhas nos estados.

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