Na divisão de cadeiras da Esplanada, o PPB foi o partido da base governista que mais lucrou numericamente com a reforma ministerial. Confirmada a ida de Francisco Turra para o Ministério da Agricultura, o partido terá duplicado sua cota no governo, que o próprio Fernando Henrique Cardoso considerava desproporcional ao tamanho do partido. Mas nenhum dos cinco partidos aliados ao Planalto tem dúvida: quem mais ganhou politicamente foi o PSDB.
Embora o partido tenha perdido o Ministério do Planejamento para o PTB, trocou o tucano Carlos Albuquerque na Saúde por outro bem mais forte, com a certeza de que continuará num eventual segundo governo: José Serra. Entre os interlocutores da polêmica reforma ministerial ‘‘tampão’’, outro que também saiu ganhando foi o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Ele já tinha o Ministério de Minas e Energia, ocupado por Raimundo Brito, e agora levou a Previdência.
No saldo da reforma, o PFL evitou perder um ministério. Extinta a pasta de Assuntos Políticos, comandada pelo neopefelista Luiz Carlos Santos, o partido foi compensado pelo novo Ministério da Reforma Institucional. O PTB deve deixar a reforma com o mesmo número de cadeiras na Esplanada: duas, resultado de um duplo remanejamento: ganhou o Planejamento e deve ficar com o Trabalho, mas vai perder a Agricultura. (AF)

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