O PPB de Paulo Maluf, adversário do governador Mário Covas (PSDB), é o partido que tem mais recursos do Orçamento de 1997 reservados para patrocinar a construção, reforma e equipamentos de postos de saúde e hospitais no interior de São Paulo. Quando o Ministério da Saúde der início à liberação das verbas para esse programa, parlamentares do PPB paulista terão direito a, no mínimo, R$ 2,3 milhões para pequenas obras em seus redutos eleitorais.
O dinheiro foi assegurado por meio de emendas apresentadas pelos deputados Cunha Bueno - campeão individual paulista de verbas -, Delfim Netto, Jorge Tadeu Mudalen, Jurandyr Paixão, Ricardo Izar e Beto Mansur, hoje prefeito de Santos. A verba já reservada para parlamentares paulistas do PSDB é quase seis vezes menor do que a destinada ao PPB.
Os companheiros de legenda do governador Mário Covas - que se irritou com a aproximação do Planalto com Maluf e continua relutando em tentar a reeleição -, podem cantar vitória apenas sobre o deputado Celso Russomano, que se transferiu do PSDB para o PPB. Nenhuma de suas emendas para hospitais e postos de saúde foi incluída na lista das que têm chance de liberação.
Em segundo lugar no ranking das verbas para postos e hospitais vem o PMDB, com R$ 744 mil. A terça parte dessa verba está assegurada para três emendas do presidente da Câmara, Michel Temer.
O PFL ocupa o terceiro lugar, com R$ 692 mil - R$ 400 mil para emendas do deputado Corauci Sobrinho. O PTB vem em seguida com R$ 560 mil. Com a transferência de Almino Afonso, ex-PSDB, e de José Pinotti, ex-PMDB, para o PSB o partido surge como beneficiário de R$ 480 mil.(A.E.)

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