PPB convida Tony Garcia para disputar Senado
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terça-feira, 23 de setembro de 1997
Curitiba 
O PPB do Paraná emite sinais de que ainda não está assegurada a sua inclusão no chapão PFL-PTB-PSB-PST que se esboça em torno da reeleição do governador Jaime Lerner (PFL) em 98. Apesar da submissão ao Palácio Iguaçu, o partido defende hoje a tese de uma chapa própria para a eleição do ano que vem. O deputado federal Ricardo Barros é cotado como o pré-candidato ao governo pela sigla.
A intenção passada pelo PPB de correr por fora sem se aliar ao grupo de Lerner, do senador Roberto Requião (PMDB) e ou do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB) foi confirmada na última segunda-feira à noite. O presidente estadual do partido, deputado federal José Janene, convidou o empresário Tony Garcia (PRN) para assinar ficha de filiação com a garantia de ser o candidato ao Senado em 98.
Garcia pediu um prazo até a próxima segunda-feira para dar uma resposta ao partido. Segundo ele, há necessidade de conversar primeiro com os companheiros de PRN, partido ao qual está filiado desde 89. O empresário diz que só assina a ficha com a garantia de ser o candidato do grupo. Nos bastidores, Garcia teria dito ainda que só concorre com a certeza de que o ex-governador Álvaro Dias ceda às pressões do PFL e setores do PSDB e não concorra ao Senado.
Se aceitar o desafio de disputar, essa será a terceira vez que Tony Garcia concorre a uma vaga ao Senado Federal. A primeira vez foi em 90, quando fez 630 mil votos perdendo para o senador José Eduardo de Andrade Vieira (PTB). Em 94, ficou atrás dos senadores Requião e Osmar Dias (PSDB), e fez perto de 1 milhão de votos. (L.D.)


