PPB cobra reciprocidade do PFL
Patrícia Zanin
O presidente regional do PPB, deputado federal José Janene (PPB), voltou a reagir ontem contra as declarações do dirigente estadual do PFL, João Elísio Ferraz de Campos, em relação ao projeto pefelista de garantir a hegemonia nas eleições do próximo ano. Se não houver reciprocidade, uma banana para eles, afirmou Janene.
O dirigente disse que o PFL terá de ceder a cabeça de chapa para o PPB em vários municípios do Estado, sob pena de rompimento na coligação em Curitiba. Nós não precisamos deles em Curitiba, mas eles precisam de nós, garantiu.
O deputado afirmou que seu partido não abre mão de emplacar candidatos nos municípios de Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo, Umuarama, Cianorte, Apucarana, Maringá, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa. Em alguns desses municípios, os atuais prefeitos pepebistas seriam candidatos à reeleição.
Janene considerou precipitação do PFL a divulgação das metas do partido para as eleições do ano que vem. O PPB não vai a reboque de ninguém e não está para brincadeira. É preciso sentar para negociar aliança, mas na base da reciprocidade.
O deputado federal Affonso Camargo (PFL) voltou a dizer ontem que o PFL do Paraná só está cumprindo as determinações da convenção nacional que estimula o partido a lançar candidaturas próprias na maioria dos municípios brasileiros. O objetivo é preparar terreno para as eleições de 2002, quando o partido pretende ter candidato à presidência da República.
Não estou entendendo a polêmica porque a essência do partido é de atingir o poder para executar seus programas. Cada partido tem autonomia para desenvolver seus projetos e deve se estruturar para a eleição. Não está na hora de falar em coligação, afirmou Camargo.





