A direção estadual do PPB aceitou ontem o convite dos partidos que costuram uma frente de oposição ao governador Jaime Lerner (PFL), em 98, e participa na próxima segunda-feira de uma reunião na sede do PSDB, em Curitiba. A presença dos pepebistas não significa adesão formal ao grupo. A sigla ainda oscila entre ser situação e oposição. O presidente do diretório estadual, deputado federal José Janene, disse ontem que o partido continua trabalhando pelo lançamento de candidaturas próprias, mas que, em caso de aliança, pode haver uma tendência em aproximar-se da oposição.
‘‘Se a frente (PSDB-PMDB-PPB-PT-PC do B-PPS-PCB-PDT-PRTB) consolidar, será um estupro. O grupo ficará com 80% do horário político no rádio e na tev꒒, compara. Janene diz que o PPB está disposto a submeter-se, em abril, a uma pesquisa de opinião para definir se continua batendo na tecla da candidatura própria ou muda de estratégia. ‘‘Temos dois meses para sacramentar candidaturas próprias (a de Ricardo Barros ao governo e a de Tony Garcia ao Senado). Se não decolarem, temos de buscar outras alternativas’’, analisa o deputado.
O comando do PPB afirma que ‘‘as bases’’ da sigla localizadas no interior não querem coligação com o PFL-PTB-PSB, partidos que darão sustentação à reeleição de Lerner. Segundo Janene, os maiores focos de resistência interna estão nas regiões Norte, Oeste e Sudoeste. ‘‘Independentemente de pesquisa, o PPB nessas regiões não quer coligação’’, reforça. A região Sul, na avaliação do dirigente, precisaria ser consultada devido à forte influência política exercida pelo grupo do governador.
Janene entende ainda que os deputados não devem se manifestar neste momento. ‘‘Por uma questão de coerência, eles devem aguardar uma orientação partidária. Passaram três anos emprestando apoio ao Palácio Iguaçu, não ficaria bem agora dizerem que vão apoiar a oposição’’, disse. (L.D.)

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