PP libera militância para apoio a Barbosa
No segundo turno, na última semana de campanha, ele surpreendeu parte de seu eleitorado ao declarar apoio a Antonio Belinati (PP) - uma vez que vinha se colocando como suposto modelo a práticas políticas do passado. Agora na posição de concorrente de segundo turno, Barbosa Neto (PDT) teve ontem retribuída a manifestação ao ex-prefeito com o apoio do PP. Em entrevista à FOLHA pouco antes de se reunir com o pedetista, o presidente estadual do PP, deputado federal Ricardo Barros, afirmou que, ''por lealdade ao Barbosa, os militantes do PP em Londrina deverão acompanhá-lo nessa luta''.
Barros acredita que a declaração oficial de apoio não deverá trazer problemas jurídicos, perante o TRE - uma vez que o PP, no primeiro turno, não estava coligado com o PDT de Barbosa -, nem políticos, mesmo diante da militância, uma vez que o recurso que tenta reverter a cassação de candidatura de Belinati ainda nem foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Outra medida que os pepistas prometeram, mas ainda não ingressaram, é o mandado de segurança perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender o novo segundo turno, marcado para 29 de março.
''Considerando que o PP não está na disputa, tem liberdade para atuar. Os partidos que estão aliados ao Barbosa ou ao Hauly é que têm de manter suas posições'', frisou.
Indagado se a liberação de apoio ao pedetista não pode soar, perante a militância pepista, quase que como uma desistência da candidatura de Belinati, Barros discordou. ''De forma alguma. O Belinati está nessa situação, mas não há razão para que sua militância não retribua o apoio que o Barbosa nos deu - até porque nossa expectativa é que o Supremo suspenda essas eleições.'' Se o PP vai contribuir financeiramente nesse apoio a Barbosa? ''Isso não está em discussão agora''.
Pouco mais de uma hora depois, Barros e Barbosa chegaram juntos a uma reunião no Hotel Crystal com parte da militância dos dois partidos. Políticos do PTB também rondavam o local. (J.G.)





