Curitiba - Apesar de pertencer à base aliada do governo federal petista, o PP pode seguir apoiando a reeleição do atual prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), na disputa de outubro. Ontem, em Curitiba, o presidente do PP no Paraná, deputado federal Ricardo Barros, disse que ''não há pressão do governo federal'' e que, apesar de ainda manter conversas com a pré-candidata do PT nas eleições de Curitiba, Gleisi Hoffmann, a tendência da sua sigla é permitir o apoio a Beto Richa. ''Para nós está resolvido. Lá em Brasília nós somos aliados do PT, mas aqui (em Curitiba) nós não podemos forçar a participação de ninguém. O PP já faz parte da administração local. Os vereadores teriam dificuldade em fazer uma campanha eleitoral contra o Beto Richa'', afirmou Barros.
Barros explicou que, primeiro, vai defender a candidatura própria na Capital - e o nome cotado é o do deputado estadual Ney Leprevost (PP). Depois a escolha pode ser pelo PSDB.
Por outro lado, Barros nega que seu partido vá integrar a chamada ''frente da oposição'', articulada pelo PSDB, PPS, DEM, PDT e PSB. ''O bloco anti-PT e PMDB é inviável para nós, pois temos alianças locais com eles'', justifica o presidente do PP no Estado.
Reunidos ontem em Curitiba, membros da ''frente da oposição'' ainda ensaiam a elaboração do bloco. O presidente do PSDB no Estado e líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, enfatizou ontem que a idéia é apenas ''dar início às conversas''.
Para o deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT), a criação da ''frente da oposição'' está sendo interpretada de maneira errada. ''Estamos interessados em construir apoios. Vamos substituir o 'anti' pelo 'pró'. Não há discriminação com nenhum partido'', afirmou.

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