PP adere ao impeachment e desembarca da gestão Dilma
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terça-feira, 12 de abril de 2016
Marina Dias e Débora Álvares<br>Folhapress 
Brasília - Após a bancada do PP decidir por ampla maioria apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na noite de ontem, o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), colocou os cargos que o partido têm no governo à disposição.
A decisão ocorreu após um dia tenso, durante o qual Ciro se viu derrotado em suas articulações com a bancada da Câmara e se viu obrigado a optar pela unidade do partido. "É uma decisão que eu não defendia, não vou negar. Mas não vejo outra alternativa do que acatar a decisão da bancada. O partido solicita a carta de renúncia de quem está no governo. Já falei com o ministro da Interação Nacional, Gilberto Occhi e com presidente da Codevasf que fizessem as cartas de renúncia como gesto de grandeza e lealdade", afirmou.
Em uma bancada de 47 deputados, 44 compareceram à reunião que definiu os rumos do partido. Apenas nove declararam votar pela continuidade da petista no cargo, quatro se declararam indecisos e os outros 31 já manifestaram apoio ao impeachment de Dilma.
Questionado se o partido passa a apoiar formalmente o impeachment, Ciro Nogueira respondeu que sim. Deixou claro, contudo, que não haverá punição para aqueles parlamentares não seguirem a orientação da sigla.
Junto com o presidente do partido, um dos que se mantinha contrário ao impeachment, o líder da bancada na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), se negou a dizer se vai mudar seu voto no plenário no próximo domingo, quando o processo de Dilma será analisado pelos deputados.
No fim do dia, o entorno do ex-presidente Lula contabilizava 14 votos de deputados do PP contra o impeachment. O governo ainda vai batalhar pelos votos dos quatro indecisos.
O partido tem a quarta maior bancada da Câmara, com 47 dos 513 deputados. Para o impeachment de Dilma ser aprovado e seguir para o Senado, são necessários os votos de 342 deputados.
PRB
O PRB anunciou ontem que sua bancada, tanto na Câmara quanto no Senado, votará integralmente a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O partido possui 22 deputados e um senador. O anúncio foi feito pelo presidente do partido, Marcos Pereira, acompanhado de deputados do PRB e pelo senador Marcelo Crivella (RJ). Segundo Pereira, não haverá punição a dissidentes porque "todos os parlamentares concordaram com a decisão". De acordo com Pereira, o partido tomou a decisão após analisar em detalhes o processo, tanto o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), quanto a defesa feita pelo Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo. Também pesou na decisão os planos do partido para as eleições municipais deste ano. O partido terá candidatos em oito capitais, entre elas São Paulo, com Celso Russomanno, e Rio de Janeiro, com Marcelo Crivella. (Com Agência Estado)


