Powell acusa o Zimbábue
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de março de 2002
Agência Lusa 
MaputoO secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, afirmou ontem que existem provas esmagadoras de que as eleições presidenciais no Zimbábue não foram nem livres nem justas, encarando a possibilidade de serem aplicadas novas sanções ao Governo de Harare.
Num comunicado enviado pela embaixada norte-americana à Agência Lusa, em Maputo, Colin Powell admite ser possível ampliar as sanções contra os responsáveis no poder do Zimbábue, que debilitaram a democracia no país.
A declaração de Powell aponta como prova das eleições não terem sido nem livres nem justas o fato de o período pré-eleitoral ter sido marcado por uma campanha constante de intimidação e violência orquestrada pelo governo zimbabuano.
Powell acrescenta que as inúmeras e profundas irregularidades no próprio processo eleitoral culminaram num resultado que não refletiu a vontade do povo do Zimbábue.
Como tal, o senhor Mugabe pode clamar vitória, mas nunca legitimidade democrática, acrescentou Powell.
Para Powell, a política e as ações do governo de Mugabe foram marcadas por um flagrante desrespeito pelo Estado de Direito, por graves abusos aos direitos humanos e por uma vasta repressão do eleitorado zimbabuano.


