MaputoO secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, afirmou ontem que existem ‘‘provas esmagadoras’’ de que as eleições presidenciais no Zimbábue ‘‘não foram nem livres nem justas’’, encarando a possibilidade de serem aplicadas novas sanções ao Governo de Harare.
Num comunicado enviado pela embaixada norte-americana à Agência Lusa, em Maputo, Colin Powell admite ser ‘‘possível ampliar as sanções contra os responsáveis’’ no poder do Zimbábue, que debilitaram a democracia no país.
A declaração de Powell aponta como prova das eleições não terem sido nem livres nem justas o fato de o período pré-eleitoral ter sido marcado ‘‘por uma campanha constante de intimidação e violência orquestrada pelo governo’’ zimbabuano.
Powell acrescenta que as ‘‘inúmeras e profundas irregularidades no próprio processo eleitoral culminaram num resultado que não refletiu a vontade do povo do Zimbábue’’.
‘‘Como tal, o senhor Mugabe pode clamar vitória, mas nunca legitimidade democrática’’, acrescentou Powell.
Para Powell, a política e as ações do governo de Mugabe foram marcadas ‘‘por um flagrante desrespeito pelo Estado de Direito, por graves abusos aos direitos humanos e por uma vasta repressão do eleitorado zimbabuano’’.

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