Para voltar a crescer 6% ao ano, o Brasil terá de aumentar em aproximadamente R$ 50 bilhões anuais sua poupança interna - a riqueza produzida no país e destinada a investimentos. Essa é a meta considerada necessária pela equipe econômica para sustentar o crescimento, afirma o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros. São 6% do Produto Interno Bruto (PIB), que o governo quer evitar que se dirijam ao consumo e sejam reservados pelas empresas e famílias para aumentar a capacidade de produção do país.
‘‘Não são números impossíveis; o que temos de fazer é popularizar os novos instrumentos para estimular essa poupança’’, afirma Mendonça de Barros. Esse estímulo, segundo o secretário, se fará principalmente em duas frentes: no sistema de previdência e no setor imobiliário. A canalização de investimentos para a construção civil, na avaliação de técnicos do governo, vai garantir a continuidade do crescimento da economia, mesmo com o aumento dos recursos que serão retirados do consumo para formar a poupança interna.
Nos dois anos e meio de governo Fernando Henrique, a equipe econômica decidiu criar novos mecanismos para estimular a poupança interna, a partir do diagnóstico de que os intrumentos de poupança tradicionais teriam ‘‘disfunções’’, que precisam ser corrigidas para sustentar o futuro crescimento econômico. Esse diagnóstico levou à criações, como o Proer, para evitar uma crise no setor financeiro.

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