Patrícia Zanin
De Londrina
Levantamento concluído pela Folha junto aos 21 vereadores no início da noite de ontem revela que eles desconhecem o resultado da votação de hoje. O número de votos que podem decidir pela abertura ou não da Comissão Processante (CP) contra o prefeito Antonio Belinati (PFL) não é consenso nem entre os que apóiam a instalação da comissão. Entre a bancada da situação, a situação não é diferente.
Alguns vereadores que já se declararam pelo sim à abertura da CP estão confiantes na abertura da Comissão; outros não arriscam dizer se ela vai ou não ser aprovada. ‘‘Se os vereadores mantiveram a palavra temos 11 votos. Espero que todos honrem o que disseram’’, avaliou Elza Correia (PMDB). ‘‘Não arrisco nenhum placar porque acredito que o Executivo está se articulando com seus aliados para computar votos de vereadores contrários à abertura da CP’’, disse Beto Scaff (PSDB), que disse votar a favor da CP.
‘‘A tendência é passar com folga, a não ser que haja alguma modificação de última hora’’, acredita Célio Guergoletto. Tercílio Turini (PSDB) contabiliza que será possível aprovar a abertura da Comissão Processante com 14 votos favoráveis. Nessa conta, ele inclui, além dos quatro votos do PSDB e dos três do PMDB, o do vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), o do vereador Flávio Vedoato (PL) e ainda os de Orlando Bonilha (PDT) e Valdemir Araújo (PMN) porque PDT e PMN fecharam questão pela abertura da Comissão. Os outros três votos, segundo ele, são de vereadores que, embora não tenham declarado publicamente, nos bastidores já teriam se definido pela abertura da CP.
Embora os partidos de Bonilha e Valdemir tenham declarado apoio à CP, os vereadores ainda não confirmam que votam sim. O vereador do PMN disse que não divulga seu comportamento; já Bonilha, embora tenha declarado inicialmente que era favorável à comissão, não foi localizado.
Vereadores aliados a Belinati também não arriscam um placar. ‘‘Na política as coisas vão se alterando. Por isso não dá para arriscar’’, disse Antenor Ribeiro (PPB, foto). O presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB), também não quis fazer nenhuma previsão sobre a votação. Na sexta-feira, ele declarou que a comissão seria aprovada com 14 votos.

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