Quem costuma assistir às sessões plenárias da Assembléia Legislativa sabe que a maioria dos 54 deputados não ocupa com frequência a tribuna da Casa para defender seus pontos de vista. E distingue facilmente a bancada dos mudos, a dos ausentes e a dos onipresentes.
A primeira é composta por aqueles deputados, que por excesso de timidez ou outro motivo qualquer, raramente fazem uso do microfone. Fazem parte dela os deputados Antonio Carlos Belinati (PSL), Edno Guimarães (PSL) e Geraldo Cartário (PSL), e as únicas duas representantes do sexo feminino Luciana Rafagnin (PT) e Serafina Carrilho (PL).
Na lista daqueles que preferem ficar junto às suas bases eleitorais e que raramente comparecem ao trabalho na Assembléia, estão Miltinho Puppio (PSC) e Luiz Accorsi (PTB). Divanir Braz Palma (PST) também integra o grupo.
Já o time dos deputados, que por amor à oratória ou hábito profissional, são os mais assíduos na tribuna é composto pelos parlamentares Augustinho Zucchi (PSDB), Luiz Carlos Zuck (PDT), pelo líder do governo Durval Amaral (PFL), pelo líder das oposições Waldir Pugliesi (PMDB), pelo líder do PMDB Nereu Moura, pelos petistas Ângelo Vanhoni e Irineu Colombo, e pelos comunicadores Ricardo Chab (PTB) e Luiz Carlos Alborguetti (PTB).
Há quem diga que o interesse dos integrantes desse grupo está mais voltado à platéia e, sobretudo, para os jornalistas que fazem a cobertura das atividades da Assembléia. Um observador da cena legislativa assegura que por ocupar frequentemente os microfones da casa, esses parlamentares também são os mais procurados pela imprensa e garantem dessa forma, espaço constante nas páginas do noticiário político. (R.H.)

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