Curitiba - O deputado federal Ratinho Júnior, presidente do PSC no Paraná, confirmou ontem em entrevista coletiva à imprensa que desistiu da candidatura própria à Prefeitura de Curitiba e que a sigla apoiará, então, a chapa do PT, encabeçada por Gleisi Hoffmann. Mas, ao contrário do que se anunciava nos bastidores políticos, Ratinho Júnior também não sairá como vice na chapa petista. Para o posto, a sigla reivindica agora o nome do ex-vereador de Curitiba Borges Reis (PSC). O PT, que ainda tenta o nome do deputado estadual Carlos Simões (PR) para vice, bate o martelo sobre a questão no domingo próximo.
Nome cotado desde o início para se lançar ao Executivo da Capital paranaense, Ratinho Júnior admite que o pouco tempo de TV foi um dos motivos que o levou a desistir do pleito. ''Chegamos à conclusão que era uma aventura. As diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) limitaram muito a propaganda eleitoral nas ruas. Sai ganhando quem tem mais tempo na TV''. A pressão por parte dos demais candidatos do PSC, que contavam com o apoio do deputado federal nas suas campanhas eleitorais, também teria pesado na sua decisão. ''Recebi pedidos para não sair candidato porque daí não teria tempo para ajudar os outros''. A coligação entre PSC e PT, apenas na majoritária, será oficializada domingo. Na proporcional, o PSC segue independente.
Para o quadro político em Curitiba se consolidar para as eleições de outubro próximo falta pouco: o nome do vice do pré-candidato do PMDB à Prefeitura da Capital (Carlos Moreira) é outra indefinição. O deputado estadual Cleiton Kielse (PMDB), e do próprio deputado estadual Carlos Simões (PR), são os nomes cotados. As indefinições podem seguir até o dia 30, quando termina o prazo para a realização das convenções partidárias.

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