Curitiba - O debate que a Rede Paranaense de Televisão (RPC) levou ao ar na noite de terça-feira revelou afinidades para o caso de um eventual segundo turno. O governador e candidato à reeleição, Roberto Requião (PMDB), e o candidato pelo PV, Melo Viana, não se atacaram.
Os ataques escancarados se concentraram, basicamente, entre Osmar Dias (PDT) e Requião. Já Rubens Bueno, do PPS, jogou munição contra o pedetista e o peemedebista.
Bueno alfinetou Osmar no início do debate, mas depois mirou em Requião. Logo no primeiro bloco, o candidato do PPS disse que não transformaria o Palácio Iguaçu nem na sua família - provocação a Requião, por causa dos parentes no governo -, nem da sua fazenda, em referência à fazenda de Osmar no Tocantins. A compra da fazenda foi alvo de ataque por parte de Requião. Segundo o peemedebista, a fazenda valeria muito mais do que o Osmar diz ter pago pelas terras.
Em 2002, o PPS de Bueno e o PT de Arns ajudaram Requião a chegar ao Palácio Iguaçu, na disputa contra Alvaro Dias (PSDB), hoje candidato à reeleição ao Senado.
No primeiro debate, realizado pela TV Bandeirantes, no final de agosto, os candidatos trocaram mais farpas e acusações. Desta vez, nem o caso Rasera animou muito a oposição, que abordou o assunto em situações pontuais, por causa das regras do debate. Logo no início, a medidadora, a jornalista Sandra Annemberg, deixou claro que não seria tolerado baixo nível.

mockup