São Paulo - O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu defendeu ontem ''diálogo'' e ''paciência'' em torno de uma eventual aliança entre PT e PSD à sucessão da Prefeitura de São Paulo. Em seu blog, o petista lembrou que a oferta feita pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra oposição entre setores petistas e movimentos sociais, mas ressaltou que, para vencer uma eleição, é necessário compor uma grande aliança. ''O fato é que a proposta de apoio à candidatura de Fernando Haddad, apresentada pelo atual prefeito, provocou um terremoto no partido na cidade'', avaliou. ''Primeiro, porque vem com o aval e o apoio entusiasta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo, porque apoio não se recusa'', acrescentou.
O petista ressaltou que, diferente de Lula, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, já manifestou oposição a uma eventual aliança, assim como outras lideranças da sigla com peso político na capital paulista. ''Algumas lideranças alegam que não podemos nos aliar ao prefeito, que negou e renegou todas as nossas políticas públicas.'' Ele ponderou, contudo, que o PSD, sigla criada pelo prefeito de São Paulo, faz parte da base aliada ao governo federal e reconheceu que há um ''longo caminho'' a percorrer no debate em busca de um consenso sobre um acordo. ''É preciso muita conversa, diálogo e paciência. É necessário, também, o respeito às lideranças e aos movimentos'', defendeu. ''Caso contrário, podemos perder as eleições, antes mesmo de iniciar a campanha. Não se vence com um partido dividido.''
Um eventual acordo entre PT e PSD será a pauta central da reunião do Conselho Político da pré-campanha de Fernando Haddad à sucessão municipal, promovida hoje. O encontro, que será o primeiro compromisso do pré-candidato do PT na condição de ex-ministro da Educação, definirá o futuro das negociações entre os dois partidos.

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