Brasília - Durante a cerimônia de balanço de um ano de governo, os presentes minimizaram o tema da reforma ministerial, prevista para janeiro, que terá o intuito de acomodar o PMDB na Esplanada. O partido deve ocupar duas pastas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tocou no assunto durante seu discurso. ''Tem gente que fala que tem muito ministério. Olha o pouquinho de ministro que tem para um país desse tamanho'', disse o presidente, olhando para o local onde se acomodavam os ministros.
''Não estou preocupada se fica, se vai, estou preocupada com a tarefa que o governo colocou nas minhas mãos com o Ministério da Assistência Social'', disse a ministra Benedita da Silva, uma das mais cotadas para ceder seu lugar em um rearranjo ministerial. Outro candidato a sair, Olívio Dutra (Cidades) disse que ''não tem nenhuma preocupação'' com a reforma ministerial.
Jaques Wagner (Trabalho) classificou como ''bobagem'' a hipótese de haver uma renúncia coletiva para evitar constrangimentos para o presidente. ''Isso é bobagem, o cargo já é do presidente'', disse ele, que espera a substituição de um petista. ''Evidente que, se vai haver alguma mudança, tem que cortar na carne do próprio partido''.
O ministro Tarso Genro, que comanda o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, disse que sua permanência no governo depende da avaliação do presidente Lula e cobrou mais recursos.

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