Brasília - A posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou com o maior número de missões de governos estrangeiros da história brasileira. Ontem, 117 países estavam representados na festa. A segunda maior, do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995, teve a presença de 112 missões.
Embora houvesse mais países representados na posse de Lula, a festa do presidente Fernando Collor (1990) foi a que contou com o maior número de presidentes e primeiros-ministros, 20 no total.
Lula recebeu os cumprimentos de nove presidentes - Argentina, Venezuela, Uruguai, Portugal, Bolívia, Peru, Chile, África do Sul e Cuba - e três primeiros-ministros - Suécia, Guiana e Guiné Bissau. Na posse de FHC, em 1995, participaram 11 presidentes.
Antes de assistirem à posse de Lula, os representantes das missões estrangeiras cumprimentaram FHC no Itamaraty. FHC estava acompanhado do seu vice-presidente, Marcos Maciel, e do seu ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, que transmitiria o cargo ontem à noite ao ministro Celso Amorim.
A ordem dos cumprimentos, baseada em dois critérios, criou uma situação delicada: na fila, a missão do Iraque ficou atrás da missão norte-americana, chefiada pelo representante para Comércio Exterior dos EUA, Robert Zoellick. A ordem para apertar a mão de FHC dependia da graduação do chefe da missão e de quem confirmou primeiro a presença no evento. Os EUA ameaçam bombardear o Iraque.
Além das missões de governos estrangeiros, 15 organismos internacionais participaram da posse de Lula. No total, 132 missões estrangeiras estiveram no Brasil. Na posse de FHC vieram 121 e na de Collor, 123.
Do salão do Itamaraty, no qual FHC recebia os apertos de mãos (288 no total), era possível ouvir pessoas na rua gritando: ''Viva Fidel, fora Roriz (Joaquim Roriz, governador eleito de Brasília, cuja vitória está sendo contestada na Justiça)''.

mockup