LisboaOs eleitores portugueses vão hoje às urnas eleger um novo parlamento e escolher um novo primeiro-ministro, entre o social-democrata José Manuel Durão Barroso e o socialista Eduardo Ferro Rodrigues.
Conforme estipula a lei eleitoral portuguesa, ontem se cumpriu um dia de reflexão, durante o qual foi proibido qualquer ato de campanha ou de propaganda eleitoral.
As últimas pesquisas conhecidas indicaram que o Partido Social Democrata (PSD – centro-direita), na oposição, deverá ser a força política mais votada, contudo sem parecer ter garantida maioria absoluta no parlamento de 230 cadeiras.
O Partido Socialista (PS), ainda segundo as mesmas pesquisas, deverá ser a segunda força, podendo vir a se colocar como alternativa ao PSD, caso este não consiga viabilizar seu governo no parlamento, para isso recorrendo a uma aliança com a Coligação Democrática Unitária (CDU – comunista-verde), a fim de formar maioria parlamentar à esquerda.
Dos restantes nove partidos concorrentes ao pleito de hoje, apenas mais dois ambicionam voltar a dispor de representação no parlamento português.
O Partido Popular (PP - conservador) procura se colocar como dobradiça de um eventual acordo para maioria à direita, caso o PSD não consiga alcançar a maioria absoluta.
Já o Bloco de Esquerda (BE – esquerda radical) poderá fazer acordos específicos com o PS, se os socialistas deles necessitarem para garantir a formação de um governo.

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