Portugal vai às urnas amanhã
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sexta-feira, 15 de março de 2002
Agência Lusa 
LisboaMais de oito milhões de portugueses estão inscritos para as eleições gerais antecipadas de amanhã, nas quais 12 partidos se apresentam em 22 círculos eleitorais disputando 230 cadeiras na Assembléia da República, o parlamento unicameral do país. As urnas abrirão nas 4.241 assembléias de voto e nas 12,5 mil mesas de votação às 8 horas locais e fecham às 19 horas.
A entidade coordenadora do processo eleitoral divulgou estarem recenseados 8.695.958 eleitores, 160 mil dos quais residentes fora de Portugal e que podem votar pelo correio.
Subordinada à regra da representação proporcional da média mais elevada, conhecida por método de Hondt, a eleição ocorre com base na apresentação pelos partidos de listas de candidatos plurinominais, sendo os mandatos atribuídos círculo a círculo, em função do resultado eleitoral e da posição dos concorrentes nas listas.
O partido mais votado nas eleições será encarregado de formar governo e de apresentar um programa à votação do parlamento, podendo eventualmente estabelecer alianças, ou mesmo uma coligação, caso não disponha de maioria absoluta de cadeiras.
Na atual composição parlamentar, apenas estão representados cinco dos 12 partidos concorrentes às eleições de amanhã.
Estas eleições acontecem mais de um ano antes da data prevista, porque o primeiro-ministro demissionário, António Guterres, renunciou ao cargo na sequência da derrota do seu Partido Socialista (PS) nas eleições municipais de dezembro passado.
Dispondo de 115 deputados no anterior parlamento, exatamente a metade do número de cadeiras, o PS não conseguiu garantir uma base de apoio para continuar a governar, pelo que houve a convocação das eleições.
O PS apresenta agora como candidato a primeiro-ministro o seu novo secretário-geral e ministro do Equipamento Social do governo cessante, Eduardo Ferro Rodrigues.
Segundo as pesquisas de opinião, a maior força da oposição, o Partido Social Democrata (PSD), é o principal aspirante à formação do novo governo, apresentando como candidato à liderança do executivo o seu presidente e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Durão Barroso.


