O porta-voz da Presidência da República, Sergio Amaral, voltou a defender ontem os nomes escolhidos pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para compor a equipe ministerial e negou que critérios regionais tenham sido usados por FHC. Amaral afirmou que FHC gostaria de ter escolhido uma mulher para integrar a nova equipe, mas ‘‘problemas pessoais’’ o impediram. Ele afirmou que a socióloga Celina Vargas foi convidada para ocupar uma pasta, mas não revelou qual.
Ele descreveu pelo menos um motivo para a escolha de cada novo ministro. O porta-voz afirmou que José Serra (Saúde) é uma pessoa competente e com experiência política. Amaral disse que o ministro Renan Calheiros (Justiça) não é jurista como seu antecessor (Iris Rezende). ‘‘Mas é um advogado com experiência política’’, disse.
Sobre a participação de Calheiros no governo Collor, Amaral lembrou que outros integrantes do governo também participaram da equipe do ex-presidente. O porta-voz afirmou que o nome de Botafogo Gonçalves (Indústria e Comércio) foi escolhido por ele ser um diplomata experiente e ‘‘reconhecido’’ como um especialista em comércio exterior.
Amaral descreveu o novo ministro Francisco Turra (Agricultura) como uma pessoa com ‘‘grande’’ capacidade para o trabalho na presidência da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e familiarizado com a agricultura. O porta-voz disse que Paulo Paiva (Planejamento) estará ‘‘mais à vontade’’ no Ministério do Planejamento do que no Trabalho.

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