Porecatu assegura preferência a moradores
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quinta-feira, 01 de julho de 2010
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Porecatu - A juíza do Trabalho, Helena Mitie Matsuda, revogou parcialmente a liminar que impedia o leilão para a venda de casas de propriedade do município na Vila Iguaçu, em Porecatu, a 80 quilômetros de Londrina. De acordo com a decisão tomada anteontem, a juíza liberou 53 casas para a venda e manteve a suspensão temporária do leilão de outros 46 imóveis no mesmo bairro.
As casas populares estão em contrato de comodato e são cedidas a servidores públicos municipais durante a vigência do contrato de trabalho. A Prefeitura de Porecatu pretendia arrecadar cerca de R$ 3 milhões com o leilão de imóveis cedidos aos funcionários.
Segundo o advogado Eduardo Franco, que representa 50 famílias que residem nas casas, o leilão é ilegal porque fere os direitos assegurados dos servidores, mas o procurador do município, advogado Jonatas César Dias, tem outra explicação. Ele diz que a maioria das famílias entrou na Justiça com medo que os imóveis fossem vendidos para terceiros. Dias garante que as famílias que ocupam as casas terão preferência na compra dos imóveis e que algumas desistiram da ação depois que tomaram conhecimento deste detalhe.
A juíza marcou uma nova audiência na qual os moradores poderão se manifestar a favor da compra dos imóveis ou não.


