Por unanimidade, Câmara arquiva investigação contra prefeito de Ibiporã


Rafael Machado - Grupo Folha
Rafael Machado - Grupo Folha

personagem: prefeito de ibipora, joao coloniezi
personagem: prefeito de ibipora, joao coloniezi | Ricardo Chicarelli
 

Por unanimidade (9 votos), a Câmara Municipal de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) aprovou na segunda-feira (14) à noite o relatório da CP (Comissão Processante) pelo arquivamento da denúncia formulada pelo vereador Kleber Machado (PL) contra o prefeito João Coloniezi (MDB) por infração político-administrativa. Segundo o denunciante, o prefeito teria deixado de responder a pelo menos 20 requerimentos de informações protocolados por vereadores. 

 

Machado não pôde votar porque foi o propositor da representação. Em seu lugar, a Câmara convocou Lafayette Forin, primeiro suplente da coligação. Em entrevista à FOLHA, o vereador mostrou-se indignado com a decisão de arquivar a acusação. "Denunciei com base no que perguntei através de documentos oficiais da própria Casa. Houve conveniência? Está tendo interesse de alguém? Cabe abertura e processo administrativo contra a instituição. Vou atrás disso", informou. 




O relator da CP, vereador Roberval dos Santos (PL), apontou o arquivamento ao lembrar que ficou comprovado que apenas 1% dos 416 requerimentos solicitados pela Câmara não foi respondido pelo chefe do Executivo e que tal conduta não resultou "em dano ao erário." A reportagem tentou falar com o relator, mas ele não atendeu as ligações.


Para o prefeito, a abertura da investigação foi equivocada e sem propósito. "A única consequência possível para um ato errado e mal conduzido é o arquivamento. Segundo os questionamentos ficaram faltando duas ou três respostas, já que eram questionamentos diversos. Mas a maioria dessas respostas já constava no Portal da Transparência. O que causa estranheza é a Câmara perder tempo para abrir um processo que era sabido que não daria em nada", disse Coloniezi. 




Questionado sobre se o período pré-eleitoral teria relação com o processo aberto, Coloniezi disse que o momento é delicado. "É um momento em que as vaidades afloram, vereadores querem estar na mídia, até para se reeleger ou se lançar candidato a vice. Não considero que é tom de perseguição politica, mas sim conotação politica."   (colaborou Guilherme Marconi)

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