Durante 24 horas, entre terça-feira e ontem, cerca de 40 manifestantes ocuparam o plenário da Câmara de Curitiba para pedir redução da tarifa do transporte público e anulação das licitações do serviço. O protesto terminou após um acordo com o presidente da Casa, Paulo Salamuni (PV), que garantiu a tramitação de um projeto de lei que prevê o passe livre para estudantes e desempregados.
Com base nas investigações da CPI do Transporte, em curso na Câmara de Curitiba, e no relatório do Tribunal de Contas (TC) do Estado que apontou a possibilidade de redução da tarifa de ônibus, o grupo pedia a alteração no valor da passagem, dos atuais R$ 2,70 para R$ 2,25, além do passe livre e de audiência com o prefeito Gustavo Fruet, para que ele anulasse a licitação dos ônibus. O grupo pertence a um movimento chamado Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) de Curitiba.

No Legislativo
O presidente da Casa disse que, embora tenha se comprometido a colocar o projeto do passe livre na pauta da Casa, não há garantia de aprovação. "Não há compromisso com o resultado, mas irá tramitar e chegar ao plenário", avisou. "É um projeto árido, requer estudo, requer projeto financeiro e participação do Executivo. Se tivermos algum tipo de benefício para uma parcela da população, alguém estará pagando esta conta."

No Executivo
Os vereadores ainda se comprometeram a intermediar conversas entre os manifestantes e o prefeito. O estudante Luiz Castro, membro da FLPT, diz que, nos próximos dias, os manifestantes devem realizar um ato em frente à prefeitura para pedir audiência com Fruet. "Nós queremos o cancelamento das licitações, mas isso depende do Poder Executivo." Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que a gestão está "em constante diálogo" com os membros da FLPT, mas que não pode "tomar decisões unilaterais que tragam prejuízos aos cofres do município".

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