Por Lula, PT recua nas críticas a Levy
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Marina Dias e Débora Álvares<br> Folhapress 
São Paulo - O PT aprovou ontem uma resolução em que, apesar das críticas à política econômica da presidente Dilma Rousseff, baixou o tom em relação ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Embora siga a orientação do ex-presidente Lula de poupar Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a sigla manteve no texto final do documento a avaliação de que o presidente da Câmara e a ala conservadora da Casa "flertam com o impeachment presidencial". A análise dos principais dirigentes do partido que estiveram no encontro é de que houve um recuo no tom adotado, tanto por Lula, quanto pelo presidente do partido, Rui Falcão, que fizeram discursos "brandos" e "leves". Em entrevista à "Folha de S.Paulo", no último dia 18, Falcão foi taxativo ao afirmar que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deveria deixar o cargo caso não estivesse disposto a mudar os rumos da economia. Os dirigentes acreditavam que esse discurso, considerado "mais agressivo", ditaria o tom da resolução aprovada ontem. Os líderes petistas também notaram mudanças na manifestação de Lula, que sempre foi um dos maiores críticos de Levy, chegou a sugerir a troca dele à Dilma e afirmou que ele tinha prazo de validade. Paulo - O PT aprovou ontem uma resolução em que, apesar das críticas à política econômica da presidente Dilma Rousseff, baixou o tom em relação ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Embora siga a orientação do ex-presidente Lula de poupar Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a sigla manteve no texto final do documento a avaliação de que o presidente da Câmara e a ala conservadora da Casa "flertam com o impeachment presidencial". A análise dos principais dirigentes do partido que estiveram no encontro é de que houve um recuo no tom adotado, tanto por Lula, quanto pelo presidente do partido, Rui Falcão, que fizeram discursos "brandos" e "leves". Em entrevista à "Folha de S.Paulo", no último dia 18, Falcão foi taxativo ao afirmar que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deveria deixar o cargo caso não estivesse disposto a mudar os rumos da economia. Os dirigentes acreditavam que esse discurso, considerado "mais agressivo", ditaria o tom da resolução aprovada ontem. Os líderes petistas também notaram mudanças na manifestação de Lula, que sempre foi um dos maiores críticos de Levy, chegou a sugerir a troca dele à Dilma e afirmou que ele tinha prazo de validade.


