Prestes a completar o primeiro ano à frente da Prefeitura de Londrina, o prefeito Tiago Amaral (PSD) possui 61,5% de aprovação. É o que mostra a pesquisa Instituto Multicultural/FOLHA/Paiquerê 91,7 publicada nesta quarta-feira (10), a segunda desde o início da nova administração municipal. A primeira, divulgada em março, apontava 70,5% de aprovação ao chefe do Executivo.

Foram realizadas 648 entrevistas entre os dias 4 e 6 de dezembro, em todas as regiões urbanas e zona rural de Londrina. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Questionados se aprovam a gestão de Tiago Amaral, 61,5% dos entrevistados disseram que sim, 32,5% disseram que desaprovam (na rodada anterior eram 11,5%) e 6% não souberam opinar (eram 18%). A pesquisa mostra ainda que 63% disseram confiar no prefeito, ante 22,5% que não confiam. Outros 14,5% não souberam responder.

Imagem ilustrativa da imagem Popularidade de Tiago cai, mas aprovação fica em 61,5%

“Eu acho que essa queda é vista de forma natural. A primeira pesquisa foi feita com apenas 100 dias da administração. Havia grande expectativa de como seria. E as coisas começaram a acontecer depois de um ano de administração. Não vejo como algo preocupante, mas natural do decorrer. O que não pode é continuar caindo”, afirma o professor Edmilson Leite, diretor do Instituto Multicultural.

De acordo com o levantamento, o centro é a única região da cidade em que a desaprovação (55,5%) é maior que a aprovação (36%). A zona sul aparece em primeiro lugar, com 66,5% de aprovação, seguida da zona norte (64%), zona leste (62,5%) e zona oeste (60%). Na zona rural, o prefeito é aprovado por 58,5% dos entrevistados.

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Entre os moradores do centro, 47,5% acreditam que o prefeito deve priorizar a coleta de lixo e a limpeza da cidade. Nas demais regiões, a saúde aparece em primeiro lugar nos apontamentos. A área central também é a única que coloca atendimento à população em situação de rua como uma das prioridades.

A pesquisa perguntou se, para os entrevistados, o prefeito está conseguindo tirar suas promessas de campanha do papel. 37,5% responderam que sim, “como esperava” (em março eram 50,6%); 26% responderam que não, “menos do que esperava” (eram 13,4%); 18,5% disseram que não, “muito insatisfeito” (eram 9,9%); 4% responderam sim, “mais do que esperava” (eram 7%); e 14% não souberam responder (antes 19,2%).

“Quando você tem um projeto de administração é uma coisa. A hora que você tem que colocá-lo em prática, vêm as dificuldades, os empecilhos, e a forma que você vai contornando essas situações é que vai dando a aprovação ou não da população”, acrescenta Leite.

FOCO DA GESTÃO

Na avaliação das áreas em que a Prefeitura deixou a desejar (cada entrevistado pôde escolher até três opções) a saúde aparece em primeiro lugar, citada por 63,5% dos entrevistados. Depois vêm limpeza e coleta de lixo (44,5%), asfalto e buracos (44%), atendimento à população em situação de rua (28,5%), segurança e criminalidade (27,5%), trânsito (23%), manutenção de parques e praças (13,5%), escolas e creches (13%), assistência social (8,5%), estradas rurais (8,5%), geração de empregos (8%), transparência (5%), moradia e habitação (4%), cultura e esportes (4%), transporte coletivo (3%), e 6,5% não souberam responder.

Questionados sobre qual deve ser a área prioritária para os próximos meses, 49,5% citaram saúde. Depois aparecem limpeza, coleta de lixo e sujeira na cidade (16,5%), asfalto e buracos (9%), segurança e criminalidade (8%), população em situação de rua (6,5%), trânsito (2,5%), manutenção de parques e praças (2%), escolas e creches (1,5%), combate à corrupção e transparência (1,5%), moradia e habitação (1%), geração de empregos (1%) e transporte coletivo (0,5%). 0,5% não souberam responder.

NATAL

O levantamento também sondou a percepção do londrinense sobre a decoração de Natal da cidade. Para 42%, a decoração "é mediana, não agradou a todos, mas ainda vai atrair público". Outros 21% entendem que é um sucesso e vai atrair visitantes; 18% consideram "um fracasso", que "não agradou à população e não atrai visitantes". Já 11% afirmam que a decoração "foi ignorada pela população e não teve impacto significativo", e 8% não souberam ou não responderam.

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