Popularidade de FHC depende da economia do País, aponta estudo
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domingo, 04 de fevereiro de 2001
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
O aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego do País retira nada menos que nove pontos de popularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso. Se a inflação aumenta um ponto, a aprovação do desempenho presidencial decresce quatro pontos. Os dados, inéditos, são resultado de estudo realizado por economistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), enfocando o período entre 1995 e 1999.
A novidade do estudo da FGV é a quantificação de uma realidade que já foi responsável por noites maldormidas de muitos dirigentes do País: a saúde da economia é fundamental para um bom desempenho nas urnas.
Não é à toa que o presidente Fernando Henrique dedicou a maior parte de discurso na última quinta-feira, na inauguração da fábrica da Peugeot em Porto Real (RJ), aos números positivos da economia no seu governo, chegando a estimar para este ano crescimento similar ao período do milagre econômico brasileiro.
O economista Salomão Quadros, que realizou o trabalho com o colega Waldir Lobão, explica que decidiu analisar o assunto após o início da derrocada da avaliação do desempenho do presidente no item ótimo/bom do Ibope, a partir de março de 1999.


