População também será prejudicada, diz líder
Se fosse beneficiar as finanças públicas seria justificável, mas daqui a alguns anos existe a possibilidade dos servidores estarem trabalhando em um local distante, sem poder prestar atendimento à população e o governo pagando aluguel para isso, afirmou Roberto Silva sobre o projeto do governo de mudar as secretarias.
Nas próximas semanas, os funcionários das secretarias vão começar a se reunir com as direções administrativas dos órgãos para discutir a transferência. Os servidores estão estabelecendo algumas condições para a mudança. Roberto lembrou que o Banestado tinha ônibus próprios que transportavam seus empregados de todas as regiões da cidade para o conglomerado no Bairro Santa Cândida. Além disso, o Banestado fornecia vale-alimentação para as pessoas almoçarem no restaurante do conglomerado e os servidores estaduais não têm esse benefício, afirmou.
A maior dificuldade do funcionalismo seria o transporte. Antes da transferência das secretarias, a Companhia de Urbanização de Curitiba (URBS) terá que reforçar o transporte coletivo naquela região. Atualmente existem apenas duas linhas que chegam ao conglomerado.
Enquanto esses detalhes não forem resolvidos, o espaço reservado às secretarias ficará ocioso e o governo continuará pagando aluguéis. O problema é que esse governo não aceita discutir nada, ele apenas informa das decisões tomadas, criticou Roberto.
O Ministério Público Estadual (MPE) é um dos principais interessados na transferência das secretarias para o Santa Cândida, pois a maior parte de sua estrutura está fixada em imóveis alugados. Existe o compromisso do governador Jaime Lerner (PFL) em disponibilizar um dos prédios das secretarias para o MPE. A procuradoria-geral funciona em umas salas do 6º andar do prédio do Tribunal de Justiça do Paraná.
Tenho pedido ao governador e secretários que esses procedimentos aconteçam de fato porque estou preocupado com as despesas de aluguéis do Ministério Público, diz o procurador-geral de Justiça, Marco Antonio Teixeira. As informações que recebi é que a secretaria de Administração teria um cronograma gradual de mudança e que por algum motivo ele estaria atrasado.
Sobre os problemas que podem acontecer com o fim do contrato de comodado, Teixeira prefere não comentar. Tenho que combater os gastos com pagamento de aluguéis agora, a médio prazo o governo deverá se preocupar com a questão do comodato. (E.C.)





