População será a mais prejudicada, diz Gianoto
Marcos Zanatta
De Maringá
Para o prefeito de Maringá, Jairo Gianoto (PSDB) (foto), a Lei de Responsabilidade Fiscal não se preocupa de forma nenhuma no sentido de preservar a administração pública. O que nos preocupa é que mais uma vez a União faz cortes em cima de recursos dos municípios, lamenta. Isso significa, na opinião de Gianoto, que os municípios paralisem oito meses da administração, enquanto a União continua gastando, não pagando as suas contas, não transferindo para as prefeituras aquilo que é de direito. Acho que o prejuízo maior não é para os prefeitos, mas para a própria população, que depende dos serviços e da estrutura do município, diz o prefeito tucano.
Ele adiantou à Folha que ainda não analisou o que pode acontecer a partir da entrada em vigor da lei, mas acha que os municípios terão prejuízos na busca de recursos para investimentos. Vamos ter que promover cortes, o que é prejudicial para qualquer cidade, principalmente Maringá, que está em franco desenvolvimento e tem potencialidade, reclama. Gianoto lembra ainda que enquanto a lei de responsabilidade fiscal está aprovada, o Congresso Nacional sequer discutiu o orçamento e as verbas para este ano. A previsão é que a liberação de recursos comece em abril, quando as prefeituras não poderão mais receber as verbas, compara.





