A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu aprovou ontem em segunda discussão, e de maneira definitiva, a criação de mais 42 cargos de assessor para os 21 vereadores. Com os novos cargos, sobe para 63 o número de assessores da Câmara. A votação foi marcada por protesto de estudantes, profissionais liberais e servidores públicos, que promoveram um ‘‘apitaço’’ em plenário.
Mesmo sob vaias e protesto, a Câmara aprovou a criação dos cargos de assessor por 16 a 4. O presidente da Câmara, Hermes Vetorello (PDT), ameaçou dar voz de prisão aos manifestantes e requisitou guardas municipais e policiais militares para acompanhar a sessão.
A bancada petista denunciou que a criação de cargos foi uma forma dos vereadores ‘‘salvarem’’ os seus salários, que foram rebaixados pela Justiça. Cada vereador pode indicar três pessoas como assessor e terá acrescido ao seu salário - hoje fixado em R$ 4,5 mil - mais 5,1 mil, totalizando R$ 9,6 mil mensais.
Há quinze dias, a Justiça reduziu os salários dos vereadores de Foz de R$ 7,2 mil para R$ 4,5 mil. ‘‘Já estão dando sinais de que muitos vão nomear laranjas para receber a diferença e compensar os salários’’, afirmou o vereador Dilto Vitorassi (PT).
A Câmara recebeu ontem várias manifestações de repúdio. Entre elas, uma nota do Sindicato dos Jornalistas afirmava que ‘‘nos estranha que, há menos de um ano - em plena campanha eleitoral - , a maioria dos vereadores hoje eleitos repudiava a atitude da antiga Legislatura e pregava moralismo. No entanto, hoje fazem o mesmo’’. O projeto recebeu votos contrários dos vereadores Adilmar Sartori e Vânio da Silva, ambos do PMDB, e Dilto Vitorassi e Assis Paulo Sepp, do PT.

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