Ações conjuntas e isoladas mostram que o londrinense está descontente com as recentes denúncias na saúde pública da cidade. Na tarde de sábado foi realizada uma reunião e pelo menos duas manifestações estão agendadas para esta semana, iniciativas formadas por movimentos sociais de Londrina.
Para Jackeline Aristides, membro do Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e região, toda a população está descontente com os rumos que estão sendo tomados nesta área. ''A saúde atinge a vida de todo o mundo e os movimentos sociais, os sindicatos, têm a obrigação de puxar a população em casos como esse'', salienta.
A reunião ocorrida no último sábado entre representantes do Fórum e do Centro de Direitos HUmanos (CDH), decidiu organizar um ato público no próximo sábado, dia 18, a partir das 9h30, no Calcadão (em frente à Riachuelo). Durante o ato será feita panfletagem e o material distribuído vai promover os ideais defendidos pelo movimento, como a oposição à privatização da saúde e o apoio à gestão de qualidade da saúde pública.
''Nosso movimento é uma consequência da situação negativa da Saúde de Londrina, mas esperamos reunir todos os que sentirem abandonados pelo poder público de Londrina'', ressalta Jakeline. Ela explica que ao longo desta semana os organizadores irão convidar a população para participar do ato. A princípio, a ênfase será nos locais onde o grupo já possui inserção, como na UEL e no Jardim Leonor.
O objetivo do movimento, segundo Jackeline Aristides, é denunciar a corrupção na saúde e manifestar a opinião de que a privatização da saúde não é uma boa solução. ''Saúde não é mercadoria, é direito social'', disse.

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