Imagem ilustrativa da imagem População confia em Kireeff, mas mostra descontentamento com serviços públicos


A última pesquisa da série iniciada em 2013 pelo Instituto Multicultural para avaliar o governo municipal, realizada em parceria com a FOLHA e Rádio Paiquerê AM, aponta que o londrinense confia no prefeito Alexandre Kireeff (PSD), votaria nele para outros cargos e acredita que sua principal contribuição à cidade foi o combate à corrupção. Entretanto, a mesma pesquisa, realizada entre os dias 15 e 17 de dezembro com 750 pessoas, mostra elevado grau de descontentamento com os principais serviços públicos. A margem de erro é de 3% e o intervalo de confiança é de 95%.

A maior insatisfação se refere à saúde. Do total de entrevistados, 44% se disseram insatisfeitos e 35,5% se declararam completamente insatisfeitos. Apenas 5,5% demonstraram satisfação com o serviço. O elevado grau de insatisfação também está presente na segurança pública – 52% estão insatisfeitos e 24% completamente insatisfeitos. Estradas rurais, geração de emprego, trânsito, asfalto das ruas, apoio ao esporte, iluminação e limpeza pública também tiveram grau elevado de insatisfação.

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"Historicamente, os pontos mais cobrados pela população são saúde e segurança. Ainda que a segurança seja atribuição do governo estadual, os governos municipais sempre são cobrados", explicou o diretor estatístico do Multicultural, Edmilson Vicente Leite. "Porém, alguns problemas permanecem e se revelam pela insatisfação das pessoas. Neste sentido, a pesquisa fica como um norte para o próximo governo."

Questionado se os problemas financeiros pelos quais passa a Prefeitura de Londrina, decorrentes da crise nacional e queda na arrecadação, como justifica a administração Kireeff, se refletem na pesquisa, o professor afirmou que "de maneira indireta". "A insatisfação se deve à falta de serviços que não foram executados por falta de recursos. A geração de empregos, por exemplo, não acontece em cenário de crise. Então, indiretamente, a crise se reflete na avaliação do governo."

O setor com a maior avaliação positiva é o combate à corrupção: 38,5% se disseram complemente satisfeitos e 30,5%, satisfeitos. Para 17,5%, o combate à corrupção foi "normal". Dez e meio por cento se disseram insatisfeitos e apenas 3% estão completamente insatisfeito. "O grande legado deixado pela administração do Kireeff percebido pela população é o combate à corrupção. Foram quatro anos de tranquilidade, sem escândalos, o que contribuiu para a credibilidade pessoal do prefeito", avaliou Vicente Leite.

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Esta credibilidade pessoal se demonstra nas perguntas que se referiam, de maneira geral, ao governo de Kireeff. Nelas, ele obteve boa avaliação. Mais da metade – 53% dos entrevistados – se declarou satisfeita ou completamente satisfeita com a administração nos últimos quatro anos. A nota de Kireeff também se manteve estável, em 6,3, número levemente superior à pesquisa realizada em abril (6,2) e pouco inferior à sua nota máxima, obtida após cem dias de governo, que era de 6,5.

Quanto ao índice de confiança, 70,5% disseram que confiam no prefeito; 22,5% não confiam e 7% não souberam responder. Os entrevistados também demonstraram confiança em Kireeff ao responder que votariam nele para algum outro cargo público – 73% responderam positivamente; 20%, negativamente; e 7% não souberam responder.

ELEIÇÕES 2018

A pesquisa também também apresenta resultados quanto às eleições gerais de 2018, quando serão escolhidos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente.

Ao serem confrontados com quatro nomes, os entrevistados manifestaram preferência por Osmar Dias (PDT), com 26,5% das intenções de voto; Ratinho Júnior (PSD), com 20%; Roberto Requião (PMDB), com 8%; Cida Borghetti (PP), com 3%; e 42,5% não souberam responder.

Quando a pergunta foi para a escolha do presidente, o mais bem avaliado foi o senador paranaense Alvaro Dias (PV), com 40%; o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), com 11%; Marina Silva (Rede), com 5,5%; Jair Bolsonaro (PSC), com 5,5%; Ciro Gomes (PDT), com 2,5%; e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 2,5%. Trinta e três por cento não souberam responder.

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