Ponto facultativo paralisa os três Poderes
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segunda-feira, 09 de maio de 2005
Eduardo Scolese e<br>Ranier Bragon<br>Folhapress 
Brasília - O esquema de segurança montado para a Cúpula América do Sul-Países Árabes levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dar uma espécie de ''feriado'' hoje a todas as repartições públicas federais em Brasília. A atitude resultou em críticas da oposição no Congresso, que mais uma vez passa por momento de quase paralisia por divergências políticas. Apesar das críticas, tanto a Câmara dos Deputados como o Senado Federal vão suspender os trabalhos hoje. O ponto facultativo foi decretado ''para atender pedido feito pelo presidente Lula, e após entendimento com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), que decidiram acompanhar decisão do Executivo de decretar ponto facultativo nesta terça-feira.
O argumento do governo para decretar ponto facultativo na capital federal é o de que haverá transtornos no tráfego causados pelas operações especiais de segurança. O decreto exclui os serviços públicos essenciais, como saúde, por exemplo.
Seguindo a União, o governador Joaquim Roriz (PMDB) também decretou ponto facultativo hoje, por isso não haverá aulas nas escolas públicas do Plano Piloto, em Brasília, nem funcionarão as repartições públicas.
Mesmo sem o início oficial da cúpula, as principais vias da capital federal foram fechadas domingo e ontem, provocando congestionamentos e irritação dos motoristas. O ministro Jorge Armando Félix (Segurança Institucional) reconheceu o transtorno e admitiu sua preocupação com atentados terroristas.
''Faz parte da nossa preocupação. O terrorismo é uma realidade presente no mundo inteiro, não respeita fronteiras, então nos preocupamos com isso. Naturalmente trabalhamos muito com a probabilidade de ocorrência de eventos, temos os nossos estudos, temos o nosso acompanhamento.''
O ponto facultativo no funcionalismo - que engloba Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público -, a princípio, valerá só hoje.


