Pontagrossense elege deputado federal de fora
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segunda-feira, 05 de outubro de 1998
Giovani Ferreira 
O candidato a deputado federal mais votado em Ponta Grossa não possui domicílio eleitoral no município. Deixando para trás candidatos locais tradicionais, como Djalma de Almeida César (PMDB) e Padre Roque (PT), o ex-ministro dos Transportes Affonso Camargo (PFL), de Curitiba, praticamente garantiu a sua reeleição com os 38.155 votos que obteve no município.
Affonso já é um dos postulantes a uma cadeira na Câmara Federal mais votados da história da cidade, que possui um colégio de 168 mil eleitores. O deputado federal Almeida César, que fez 24.956 votos em sua terra, corre o risco de não se reeleger, deixando a cidade sem um representante local na Câmara Federal.
Com relação a Assembléia Legislativa, a situação de Ponta Grossa não está tão ruim, mas o município deve perder uma das três cadeiras que tem hoje. Quem deve ser reeleito é o deputado Plauto Miró Guimarães (PFL) e Péricles Holleben de Mello (PT). Plauto fez mais de 30 mil votos, e Péricles passou dos 20 mil.
No caso de Affonso, Ponta Grossa parece cumprir uma tradição de eleger candidatos muitas vezes sem relação com o município. O atual prefeito Jocelito Canto (sem partido), é um exemplo. Ele chegou à cidade para trabalhar como radialista, e em sete anos se elegeu deputado estadual e prefeito.
Mas Affonso sempre garantiu votos em Ponta Grossa, o que pode ser consequência da grande atenção que vem dando ao município como parlamentar. Além da intermediação de verbas para estruturação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet), Affonso foi responsável pela construção da ponte sobre o Rio Tibagi, reivindicação que os pontagrossenses faziam há 20 anos.


