Ponta Grossa suspende as horas-extras
Outro prefeito que anunciou medidas para reduzir gastos foi Pedro Wosgrau (PSDB), que assumiu a administração de Ponta Grossa. Wosgrau determinou a suspensão do pagamento de horas-extras que não sejam expressamente autorizadas pelo gabinete do prefeito. A cidade gastava até o final de 2004 uma média de R$ 580 mil por mês com horas extras.
Essa movimentação dos novos administradores, empossados no último dia 1º, é motivada pelas dificuldades enfrentadas por vários prefeitos para fechar as contas do ano passado. O rigor da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que prevê até a prisão do administrador que gasta mais do que arrecada, fez com que a maioria dos governantes municipais pregasse a contenção de gastos em seus discursos de posse.
A preocupação dos novos prefeitos com as contas públicas é justificada. Muitos deles, especialmente os que não foram reeleitos, anunciaram cortes drásticos em programas sociais para poder entregar as contas em dia para seus sucessores. Segundo um levantamento da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), realizado no final de dezembro, 20% das prefeituras não conseguiram pagar o 13º salário em dia. (R.S.)





