Sem dinheiro em caixa para honrar a folha total de pagamento, a nova administração de Ponta Grossa resolveu dividir os R$ 400 mil disponíveis entre todos os servidores municipais. O resultado é que os funcionários receberam ontem apenas R$ 60,00 referentes ao pagamento de dezembro.
‘‘É muito pouco, mas foi tudo o que a prefeitura tinha’’, disse, conformado, o dirigente sindical Wladmir Bosca. Para quitar a folha líquida da prefeitura, seriam necessários R$ 2,4 milhões.
Apesar de concordar com a proposta da administração, o sindicato avisa que está atento a toda movimentação de receita da prefeitura. Amanhã, inclusive, líderes sindicais participam de uma reunião com o secretário de Finanças, Roberto Barbosa, para saber como foi a movimentação financeira na primeira semana da administração.
‘‘Se o pagamento dos funcionários não for prioridade pediremos uma nova liminar bloqueando as contas públicas’’, avisa Bosca. Na maior parte dos meses de novembro e dezembro, as contas da prefeitura já permaneceram bloqueadas para que fosse garantido o pagamento dos servidores.
O sindicalista explica que a proposta do prefeito Péricles de Holleben Mello (PT) de dividir os recursos entre todos os servidores foi aceita porque outras reivindicações da categoria foram contempladas, embora as soluções também não sejam executadas imediatamente.
Nos meses de novembro e dezembro, os servidores ficaram sem vale-transporte e Péricles se comprometeu a repor esses valores a partir de março. Outra promessa foi a reativação do refeitório existente no Parque de Máquinas, fechado em outubro, depois das eleições. E ainda, segundo Bosca, o novo prefeito teria se comprometido a iniciar um levantamento e consequente pagamento dos precatórios trabalhistas, que somam R$ 2 milhões.

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