A prefeitura de Ponta Grossa adotou medidas de contenção de gastos, redução de custos com a manutenção da máquina e o corte no orçamento das secretarias antes mesmo do anúncio do pacote econômico. Duas semanas antes o prefeito Jocelito Canto (PSDB) havia divulgado uma série de medidas para conter o déficit do município.
As medidas foram tomadas porque a prefeitura de Ponta Grossa já vinha passando por uma de suas mais graves crises financeiras dos últimos anos. Entre as medidas está a determinação de conceder férias coletivas a 85% dos 3,8 mil servidores públicos municipais. De 15 de dezembro a 13 de janeiro só estarão funcionando os serviços essenciais, como saúde e educação. No Departamento de Obras uma equipe estará de plantão para atender somente os casos de emergência. A prefeitura deve, literalmente, parar durante esse período.
Apesar de todo esforço do município para reduzir os gastos e tentar equilibrar receitas e despesas, o pior ainda está por vir. Segundo Jocelito Canto, a ‘‘prefeitura está pesquisando e preparando o ambiente para as demissões’’. O prefeito admitiu que tem gente ‘‘sobrando’’ na prefeitura e que no início do próximo ano de 800 a mil servidores devem ser dispensados.
Com as férias coletivas, a prefeitura pretende economizar cerca de R$ 1 milhão - dinheiro que será utilizado para o pagamento do 13º salário de parte dos servidores.

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