Ponta Grossa e Cascavel se 'armam' para o 2º turno
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domingo, 14 de outubro de 2012
Edson Ferreira <br> <br> Reportagem Local 
Das cinco cidades do Paraná que vão definir as eleições no segundo turno, em Ponta Grossa (Centro Oriental) e Cascavel (Oeste) a disputa coloca em lados opostos quatro líderes estaduais. São três deputados estaduais e um ex-deputado estadual. Nos dois municípios o resultado das urnas mostrou uma disputa acirrada.
Com diferença de apenas um ponto no primeiro turno, 33% a 32% respectivamente, o deputado estadual Marcelo Rangel (PPS) enfrenta o também deputado estadual Péricles de Mello (PT) pela preferência do eleitorado de Ponta Grossa.
Em Cascavel, o atual prefeito licenciado e ex-deputado estadual Edgar Bueno (PDT), que teve 40% dos votos, vai medir forças com o deputado estadual Professor Lemos (PT), que chegou aos 33% dos votos no primeiro turno.
Apostando na experiência e procurando exaltar as ações de governo, a coordenação da campanha de Bueno em Cascavel investe na necessidade de mantê-lo no poder por mais quatro anos ''para construirmos a Cascavel do futuro, moderna'', afirmou o coordenador da campanha do pedetista, Marcos Vinicius Pires de Souza.
Único entre os candidatos tentando a reeleição, Bueno assumiu a estratégia de se apresentar como ''o mais experiente e já conhecido da população''. ''Aventureiro é o outro'', cutucou Souza, referindo-se a Lemos e apontando o tom que a campanha pode assumir daqui pra frente.
Do outro lado, a coligação encabeçada pelo petista Professor Lemos traz ao debate a necessidade da mudança. ''Lemos, além de ser deputado no segundo mandato, sempre executou todas as suas ações no magistério com caráter e competência'', afirmou o coordenador da campanha e candidato a vice, Walter Parcianello (PMDB). ''O nosso adversário tem muitas falhas no que faz.''
Parcianello mostrou que a munição está preparada e pode ser usada a qualquer momento. ''Se for preciso colocar pimenta malagueta na campanha para mostrar quem é quem, sou favorável'', afirmou ao ser questionado sobre o clima da corrida eleitoral.
Em Ponta Grossa, Rangel e Péricles iniciaram um segundo turno aparentemente mais ameno, investindo nos apoios dos partidos que ficaram na primeira etapa. ''A nossa coligação fez doze vereadores e ainda tem outros parlamentares que têm simpatia pelo nosso partido e vão nos apoiar, então quanto a isso estamos tranquilos'', comemorou Rangel. Além das lideranças locais, ele também conta com o apoio do governador Beto Richa (PSDB).
Péricles, que já administrou a cidade, acredita numa campanha de bom nível, ''sem ataques''. Sobre a pequena diferença de votos entre os dois, ele reconheceu que a eleição em Ponta Grossa sempre é acirrada. ''Aqui realmente todas as eleições são difíceis, é uma cidade bastante heterogênea.'' Quanto ao apoio para o segundo turno, ele minimizou a comemoração do adversário. ''O principal parceiro dos municípios é o governo federal e Ponta Grossa tem recebido muitos recursos federais'', afirmou o petista.
Cascavel, pela primeira vez realizando segundo turno, tem 204 mil eleitores, enquanto que Ponta Grossa tem 226 mil.
As outras cidades com segundo turno são Londrina, Curitiba e Maringá. Em Londrina, Marcelo Belinati (PP) recebeu 124.062 dos votos, o que corresponde a 45,39 % e Alexandre Kireeff (PSD) teve 69.082 votos, o equivalente a 25,27%. Em Maringá, Carlos Pupin (PP) teve 42,36% dos votos válidos e Enio Verri (PT) ficou com 35,02%. Em Curitiba, Ratinho Jr (PSC) recebeu 332.408, ou seja, 34,09%, e Gustavo Fruet (PDT) obteve 265.451, o que representa 27,22% dos votos válidos.


