Curitiba - O município de Ponta Grossa conseguiu atingir ontem a marca de 202,6 mil eleitores. Se o dado for confirmado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ponta Grossa passa a ser a quarta cidade do Paraná a contar com a possibilidade de realização de segundo turno nas eleições deste ano. Até o ano passado, apenas Curitiba, Londrina e Maringá estavam entre os 59 municípios brasileiros com mais de 200 mil eleitores.
Segundo o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG), Alcy Antônio Marochi, coordenador do grupo gestor da campanha denominada ''200 mil eleitores'', foi realizado um mutirão na última semana com a intenção de ultrapassar o limite em pelo menos 2 mil eleitores. ''Queríamos uma margem de segurança por causa das transferências que ainda estavam sendo realizadas e conseguimos nosso objetivo. Agora é comemorar'', festejou.
Quando a associação iniciou a campanha, Ponta Grossa tinha apenas 186 mil eleitores. Se for confirmado o dado divulgado ontem pela ACIPG, Ponta Grossa será a 60 cidade brasileira a conseguir atingir o número suficiente de eleitores para ter o direito de realizar um segundo turno. Mutirões semelhantes foram feitos em todo o Paraná para levar os adolescentes com 16 e 17 anos a tirar o título de eleitor. O movimento foi feito em parceria entre entidades estudantis. Em todo o Paraná, cerca de 2,8 mil adolescentes fizeram o título de eleitor esta semana.
Em Curitiba, um grupo de 130 alunos foi barrado e três pessoas foram presas quando tentavam fazer o título eleitoral. O grupo estava saindo do Colégio Estadual Pedro Macedo, no Portão. A direção da escola impediu a saída do ônibus, pago pelo grêmio estudantil, e chamou a polícia. O presidente, o vice-presidente e a ex-presidente do grêmio acabaram sendo detidos e encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente, onde foram liberados sem a instauração de auto de flagrante. ''Foi uma prisão ilegal. Os estudantes pediram autorização escrita dos pais. Não havia motivos para barrar os adolescentes que queriam ter apenas direito de trabalhar para o fortalecimento da democracia no nosso País'', reclamou Edmir Maciel, diretor de comunicação da União Paranaense dos Estudantes (Upe).
''Ficamos assustados com essa atitude. A campanha era isenta de ideologia. Tínhamos que ser respeitados'', lamentou Maciel. A direção do colégio foi procurada ontem, mas não foi encontrada pela Folha. Professores informaram que os alunos do grêmio não tinham autorização para fazer o transporte dos alunos ao TRE. Ontem, centenas de pessoas foram até os 50 guichês para fazer transferência ou primeira via do título eleitoral. Até o final da tarde, mais de 3 mil pessoas tinham sido atendidas. O balanço parcial de eleitores do Paraná deverá ser divulgado pelo TRE até amanhã.

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